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Ramon Costa: Embaixador VE Latino-Americano 2018


Atleta amador de triathlon, Ramon Costa apoia o uso da bicicleta como meio de transporte e com alternativa para a diminuição da poluição nas pequenas e, principalmente, grandes cidades. Confira um pouco do que um dos embaixadores da Veículo Elétrico Latino-Americano acredita que pode ser melhorado para o desenvolvimento da mobilidade elétrica.


Como se envolveu com as pautas de meio ambiente e sustentabilidade? Isso sempre foi um assunto que norteou sua vida?
Esse assunto entrou na minha vida logo quando comecei a praticar o triathlon (2012). Além da questão ambiental, o ato de implementar a bike no meu processo de locomoção, de certa forma, me ajudava com os treinos de cardio.

E quanto a mobilidade elétrica? Como foi o contato com esse universo?
Como ciclista, esse contato se deu em 2016 quando participei de um Enduro de Mountain Bikes assistidas. O pedal assistido só ajuda a potencializar a força que o ciclista coloca nos pedais, como se amplificasse a pedalada. Ela ajuda muito na transposição de subidas íngremes que exigem muito. Mas não pense que ela pedala por você, esse tipo de bicicleta não tem acelerador, o sistema só funciona com a pedalada, se não pedalar, não anda.

A possibilidade de se ter uma bicicleta, que de certa forma pode se chamar de "hibrida", possibilita atletas como eu utilizá-la para ir ao trabalho pedalando, porém, sem chegar pingando suor.

Quais são os principais desafios do setor? Como podemos melhorar?
No brasil, o principal problema é a educação e o respeito no trânsito. Na minha visão de atleta e ciclista, contar com o auxílio elétrico permite que praticamente todas as pessoas possam se locomover ao ar livre. Há uma variedade grande de bicicletas elétricas disponíveis no mercado brasileiro, que atendem a necessidades específicas.

Como é sua atuação no setor e como começou?
Possuo um Instagram e um blog onde, além de incentivar a prática de esportes e uma vida mais saudável, abordo questões que envolvem a mobilidade urbana e a sustentabilidade.

O que os cidadãos podem fazer para contribuir no desenvolvimento da cultura elétrica?
Todos os anos, a poluição do ar, da água e da terra causa cerca de 8,9 milhões de mortes prematuras de todo mundo. Isso representa 13% de todas as mortes prematuras. A maioria dessas mortes ocorre em países em desenvolvimento.

Dados recentes mostram um agravamento das tendências de morbidades e mortalidade atribuídas à poluição na maioria das regiões do mundo, onde a rápida urbanização e a motorização a combustão estão afetando a qualidade do ar. Alguns veem a bicicleta apenas como uma forma de recreação, lazer ou brincadeira. No entanto, as bicicletas são uma forma importante e prática de transporte para centenas de milhões de pessoas – que podem se tornar bilhões.

Nos EUA, por exemplo, 1/3 das emissões de dióxido de carbono são provenientes do transporte motorizado, mas a metade de todas as viagens de carro são de apenas 5 km ou menos que isso. Essa distância leva apenas 15 minutos em uma bicicleta comum e muito menos em uma elétrica.

A solução está no incentivo e conscientização das pessoas a aderirem a bicicleta, elétrica ou não, em suas vidas. Quanto mais ciclistas houver nas estradas, mais seguras elas serão. Um estudo de 2008, da Universidade de New South Wales, determinou que a segurança no ciclismo é um ciclo virtuoso.

Quanto mais pessoas andando de bicicletas em uma cidade, menor o número de colisões entre pessoas e automóveis. E isso não acontece simplesmente porque há menos carros. O comportamento do motorista realmente vai mudando para incluir práticas de condução mais segura quanto maior o número de ciclistas e pedestres.

Como a percepção da segurança relativa do ciclismo melhora com a diminuição das colisões, mais pessoas começam a andar de bicicleta. Ciclo virtuoso!

Quais são seus planos para o futuro? Próximos objetivos?
Meu objetivo nesse âmbito é, e sempre será, incentivar as pessoas a terem uma vida mais saudável.

Qual a importância de um evento como a Veículo Elétrico para o setor?
É de extrema importância. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade mostra que em São Paulo a poluição chega a ser 2,5 vezes maior do que o limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde e entre 2006 e 2011, mais de 99 mil pessoas morreram por doenças ligadas à poluição. No Rio de Janeiro, por exemplo, 75% da poluição está relacionada com os automóveis.

Eventos como este proporcionam uma visibilidade fundamental para o setor. A divulgação das possibilidades que a população pode ter neste meio, facilitam a tomada de decisão do consumidor final na hora de optar por um meio de transporte mais sustentável. Com o aumento de vendas destes veículos elétricos nos próximos 20 anos poderíamos dizer que a camada de ozônio estaria com uma diminuição de gases muito alta comparada aos dias de hoje.