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Drones são usados pela primeira vez para transportar órgãos

09 MAI 2019 - 00H00 | ATUALIZADA EM 09 MAI 2019 - 12H26

O uso de drones para o transforte de medicamentos, exames e materiais usados em procedimentos médicos já é bastante comum. Há um mês, um equipamento comercial da empresa de logística UPS realizou a entrega de amostras médicas em um hospital na Carolina do Norte (EUA).

A novidade é que, daqui para a frente, os aparelhos poderão ser usados também para transportar órgãos destinados a transplantes. Ao diminuir o tempo de viagem, os veículos aumentam as chances de manter os órgãos viáveis, e assim salvar a vida de muitos pacientes.

O primeiro teste nesse sentido foi realizado no dia 19 de abril, no centro médico da Universidade Maryland, nos Estados Unidos. Na ocasião, um drone transportou um rim para a equipe que realizava uma cirurgia na universidade. O procedimento salvou a vida de uma paciente que sofria insuficiência renal: ela teve alta poucos dias depois.

Para esse transporte, foi utilizado um drone especial, mais estável que os modelos comuns, segundo o Technology Review. Além disso, o equipamento recebeu um aparato capaz de manter estáveis a temperatura, altitude e vibração - e, dessa maneira, garantir as melhores condições possíveis para o órgão durante a viagem.

Antes de transportar o rim, o aparelho passou por uma bateria de testes, transportanto diferentes tipos de materiais médicos - no total, foram 700 horas de voo. Durante a viagem que levou o órgão, o trajeto do drone foi monitorado por dois pilotos, que poderiam agir em caso de emergência.

Estatísticas da Rede de Compartilhamento de Órgãos dos Estados Unidos mostram que, em 2018, 4% das entregas de órgãos sofreram atrasos de duas ou mais horas. Atualmente existem cerca de 113 mil americanos à espera de um transplante.

Para Joseph Scale, o cirurgião e líder da equipe médica da Universidade de Maryland, um dos maiores benefícios do uso do drone é a possibilidade de rastrear o percurso do órgão. "Podemos monitorar a entrega em tempo real", disse ao The New York Times. "É como um Uber para órgãos."